Para a CNI, é possível reduzir as distorções na estrutura de impostos e acabar com a cumulatividade nos próximos quatros anos. A recuperação do equilíbrio fiscal, combinada com maior eficiência do gasto público, permite também a redução da carga tributária
De cada 10 carros produzidos no Brasil, nove têm alguma peça da Thyssenkrupp. A empresa também fabrica uma em cada três escadas rolantes instaladas no país e tem negócios nos segmentos de energia, infraestrutura, mineração, cimento, construção civil, química, petroquímica e defesa. O grupo está presente em diversas etapas da cadeia industrial e é impactado diariamente pela complexidade do sistema tributário brasileiro. A Thyssenkrupp emprega 158 mil pessoas em 79 países.
O gerente tributário da Thyssenkrupp para a América Latina, Vinicius Bentolila, define o sistema tributário brasileiro como “bastante desafiador”. Em entrevista à Agência CNI de Notícias, ele explica que a empresa no Brasil precisa lidar com mais de 80 espécies tributárias e 90 obrigações acessórias, etapa administrativa para documentar o pagamento de impostos. Além disso, diz, precisa administrar o pagamento de impostos nas três esferas tributárias: União, estados e municípios.
“Essa é a parte tangível. Mas há o intangível que é o ambiente de incerteza e insegurança. Como as normas mudam constantemente, as empresas precisam ter departamentos inteiros para lidar com a tributação e não correr o risco de serem multadas por um imposto que deveria ter sido pago em um estado, mas foi recolhido em outro, por exemplo”, diz Bentolila.
No Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende a simplificação tributária com redução do número de tributos. A meta é reduzir os atuais oito tributos sobre circulação de bens e serviços para apenas dois, em quatro anos. Além disso, o objetivo é acabar com as distorções tributárias.
SAIBA MAIS - Leia a reportagem completa no site do Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022.
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