O setor imobiliário corporativo tornou-se uma preocupação das médias e grandes empresas, que agora procuram espaços que refletem tendências globais, ambientes colaborativos, flexíveis e sustentáveis, e cabe as imobiliárias corporativas se adequarem às novas exigências do mercado, fazendo com que o crescimento do setor no país acompanhe as mudanças de relacionamento e novas tecnologias.
Em fevereiro deste ano a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), publicou o balanço de 2018 onde, segundo a CBIC, houve o lançamento de mais de 98 mil compras de imóveis, já as vendas ultrapassaram 120 mil unidades. A expectativa da Câmara é que em 2019 as vendas no mercado imobiliário de médio e alto padrão, incluindo os imóveis corporativos, cresçam mais de 30% em relação a 2018.
Tem se tornado comum, por exemplo, o planejamento de espaços mais colaborativos, com divisões horizontais, espaços verdes, que respeitem o meio ambiente, que consigam incorporar as novas tecnologias e que visem a confortabilidade dos clientes e colaboradores. O investimento imobiliário com foco no segmento corporativo tem adotado modelos que proporcionam opções muito além do trabalho realizado em escritório.
Inovação e troca de experiências positivas entre os colaboradores são algumas das características da nova tendência de mercado que é o setor imobiliário empresarial. A satisfação e o bem-estar dos funcionários e clientes tornaram-se os principais critérios utilizados pelos gestores imobiliários na hora de planejar os espaços. Para espaços públicos, como shoppings e centros comerciais, a lógica é a mesma: acomodar com segurança, inovação e criatividade.
Segundo Valdir Piran Jr., vice-presidente da Piran Participações e Investimentos, empresa especializada em construção de imóveis corporativos para locação e renda, as mudanças no setor imobiliário corporativo são necessárias e se bem aplicadas, são positivas para o bom funcionamento da imobiliária. "A tendência é justamente propor ambientes mais integrados, que visem a qualidade de vida de todos, colaboradores e clientes. Nossas plantas se distanciam dos modelos tradicionais, porque enxergamos essa adequação das novas gerações, onde os gestores das empresas se preocupam cada vez mais com essa flexibilidade e ambientação mais tecnológica, porém sustentável", afirma.
O crescimento do setor imobiliário também é explicado pela maior abertura de crédito por parte das instituições financeiras, além de outros fatores como menor inflação e aumento do poder de compra do consumidor. Para as imobiliárias corporativas, alguns critérios têm se tornando substanciais para garantir o sucesso do negócio, como a utilização de plataformas virtuais, que permitam ao cliente "passear" pelos anúncios e imóveis planejados e o investimento em marketing e divulgação da marca e serviços oferecidos, que apresente os diferenciais em relação aos concorrentes.
Ambiente corporativo sustentável
Uma das maiores preocupações atuais do setor imobiliário empresarial é a sustentabilidade incorporada aos espaços. O caráter sustentável tornou-se uma preocupação de pequenas, médias e grandes empresas. Nesse quesito, a imobiliária ou construtora precisa entender a responsabilidade social da empresa que contratou o serviço e que por essa razão, o ambiente deve ser planejado de forma sustentável.
A valorização da luz natural nas entradas do imóvel, um sistema eficiente de troca de ar que possibilite a redução do uso do ar-condicionado, paisagismo verde, além da possibilidade de instalação de captação de energias limpas e renováveis, como a solar, são algumas das novas exigências atuais.
Mudanças de mercado
A pesquisa da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), divulgada no início de 2019, mostrou que houve um aumento de 30% na compra e construção de imóveis em 2018 em relação ao ano anterior. Apesar da pesquisa não especificar a percentagem de crescimento no setor imobiliário corporativo, o que se observa é que devido as mudanças organizacionais das instituições, a tendência é que as médias e grandes empresas busquem profissionais e imobiliárias especializadas.
Outra preocupação do setor é o próprio custo-benefício dos espaços construídos. Ao receber a demanda da empresa, há uma planejamento de forma que a estrutura do imóvel atenda às necessidades do cliente, mas que também agregue e gere benefícios para os gestores e colaboradores da empresa, e para isso é necessário observar a distribuição dos espaços que serão utilizados, entre outros critérios, como explica o executivo. "É necessário observar, detalhadamente, uma série de fatores – desde a localização ao tamanho em metro quadrado, até a qualidade da construção, as características de proteção ao meio ambiente, as possibilidades de decoração e a valorização do patrimônio", explica o vice-presidente.
Fonte: SEGS
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