A pesquisa Focus, publicada segunda-feira (11) pelo Banco Central, passou a projetar queda de 4,11% para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020. Realizada semanalmente com analistas do mercado do mercado financeiro, esta é a 13ª semana consecutiva em que a referida pesquisa piora a estimativa para a economia neste ano.
“No início de 2020, quando o País demonstrava recuperação gradual da recessão observada em 2015-2016, esse mesmo levantamento projetava expansão do PIB em 2,3%”, menciona a economista do Banco de Dados da CBIC, Ieda Vasconcelos, completando que “em função das consequências das paralisações e restrições provocadas pela pandemia do Coronavirus, as estimativas foram se deteriorando ao longo das semanas”.
A economista ressalta que sondagens empresariais e também com consumidores, além da divulgação de indicadores como a expressiva queda da produção industrial no País em março, ajudam a justificar a piora das projeções.
O Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo, estima retração de 5,3% para o PIB Brasil em 2020, enquanto o Banco Mundial projeta recuo de 5%.
Para 2021 a pesquisa Focus manteve a projeção de crescimento do PIB nacional em 3,20% e para 2022, em 2,50%.
“É necessário ressaltar que o resultado da economia brasileira dependerá do tempo de paralisação das atividades e também do real efeito das medidas adotadas para mitigar os impactos causados”, destaca Vasconcelos.
Caso se confirme o recuo de 4,11% no PIB Brasil em 2020, conforme projeção dos analistas do mercado financeiro, a economia nacional, na década de 2011 a 2020, terá um crescimento médio anual de 0,18%. “Para se verificar o que isso representa, basta considerar que na década anterior (2001- 2010), o crescimento médio anual foi de 3,7%”, diz.
Fonte: Agência Brasil
Publicações relacionadas
Mercado imobiliário concentra lançamentos de alto padrão, enquanto famílias com renda entre R$ 3,2 mil e R$ 9,6 mil encontram poucas opções para comprar o primeiro imóvel
Localizado na última quadra do Centro que ainda permite verticalização, no eixo que liga a região à Rua 21 e ao Setor Universitário, projeto alia modelo de investimento chave na mão à proximidade com hospitais, universidades e o Centro de Convenções de Goiânia
Encontro nos dias 27 e 28 de outubro discutirá perspectivas para o mercado imobiliário, futuro do FGTS e oportunidades de infraestrutura na região
Em 20 anos, incorporadora soma 67 empreendimentos lançados e 5.094 unidades entregues; somente nos últimos dois anos, ultrapassou R$ 2,2 bilhões em VGV