A alta nos preços dos alimentos e dos combustíveis puxou a inflação brasileira em novembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês com alta de 1,01%, ante uma variação de 0,82% em outubro, informou na manhã desta quarta-feira, 09/12, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa para novembro desde 2002, quando chegou a 3,02%. Com a variação, a taxa acumulada no ano foi de 9,62%, e o resultado em 12 meses ficou em 10,48%, bem acima do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%. Essa é a primeira vez que a inflação acumula uma taxa de dois dígitos desde novembro de 2003, quando ficou em 11,03%. Os combustíveis, pelo segundo mês consecutivo, tiveram influência significativa nas despesas das famílias (5,14% de peso no IPCA). O IPCA, calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do País, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 28 de outubro a 27 de novembro de 2015 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de setembro a 27 de outubro de 2015 (base). (Fonte: Estado de Minas)
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