A parcela dos financiamentos e empréstimos bancários afetados diretamente pelos juros definidos pelo Banco Central atingiu o seu menor índice desde 2008. Hoje, a fatia representa pouco mais da metade do volume de crédito do País. A queda, iniciada no final do governo Lula (2003-2010), põe em xeque a eficácia da política monetária. Há sete anos, período mais antigo das estatísticas disponíveis, 67,5% do crédito nacional se originava das decisões dos bancos, que usam como referência os juros oficiais (taxa Selic). Em setembro de 2015, esse índice ficou em 50,9%. O restante corresponde ao crédito direcionado, sujeito a regras e taxas impostas pela legislação, que é imune à atuação do BC. Uma das consequências desse cenário é a necessidade de taxas mais altas para controlar o crédito, a demanda e a inflação. O volume sensível encolheu à medida que crescia o intervencionismo econômico da administração petista. Essa tendência foi impulsionada por programas subsidiados como o Minha Casa, Minha Vida. (Fonte: Folha de S. Paulo)
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