A dona Doralice Souza, de 54 anos, sofre ao usar o transporte coletivo da Capital. Com problemas de mobilidade desde que nasceu, ela precisa se submeter a percorrer diversas calçadas sem rampas de acesso, procurar ônibus que possam recebê-la e, muitas vezes, lidar com a falta de espaço em veículos que costumam ficar lotados. Justamente por isso, ela prefere usar um dos seis veículos do serviço acessível, que atendem exclusivamente aos deficientes físicos e possuem uma rota pré-agendada. “Nos ônibus tradicionais, muitas vezes não me deixam entrar, seja porque não são adaptados ou porque o motorista diz que eu preciso de um acompanhante”, reclama. No entanto, há uma esperança para que dona Dolarice possa se sentir confortável ao utilizar qualquer linha do transporte coletivo da Região Metropolitana. Ontem (03/12), o Ministério Público de Goiás e as empresas concessionárias do transporte coletivo da Grande Goiânia firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) visando à adequação de toda a frota de veículos para atender às exigências de acessibilidade dos passageiros com deficiência em, no máximo, 180 dias. Esse prazo é estabelecido para aquelas empresas que buscarem veículos novos, já adaptados, para complementar a frota, enquanto aquelas que preferirem apenas adaptar os veículos atuais terão o limite de 90 dias.
Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (SET, antigo Setransp), Décio Caetano, com o cumprimento da promessa, Goiânia será a primeira cidade com 100% dos veículos do transporte coletivo acessíveis conforme as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Atualmente, a proporção de ônibus adaptados é de 80%. (Fonte: O Hoje)
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